São Gonçalo, não serias tu, cidade que gosto e escolhi para viver, que iria ficar
fora das tragédias anunciadas. Ainda que no outono, tragédias dos verões intrépidos e flageladores, que forçosamente
nos acostumamos a ver. Teus rios assoreados, com as chuvas fortes, obviamente
transbordam e, nós os reles mortais sofremos com a rebeldia aquosa. E não é privilegio teu São Gongolo. As
enchentes, (tragédias anunciadas), todo ano nos pegam e nos chicoteiam:
Araruama, Cabo Frio, Duque de Caxias, Itaboraí, Maricá, Niterói, Friburgo,
Petrópolis, Teresópolis, o Rio de Janeiro Capital, enfim, o Estado. Estes os
que me vieram à luz da mente nesse instante. O que mais nos aterroriza, além da
perda total dos bens matérias, são as vítimas fatais. Vide á morte de um idoso,
no bairro Sacramento. Pasmem: morreu afogado dentro de casa, não conseguiu
fugir, (Isto no temporal de ontem). Soma se a isto, os deslizamentos das
encostas em todo o Estado, quando da
ocorrência das fortes chuvas.
Tornaram-se
comuns as imagens, na televisão, de pessoas, por necessidade de sobrevivência,
navegando em barcos, surfando e até esquiando nos becos e ruas. Necessitamos de uma faxina para
desassorearem os rios. Também precisamos de uma política pública de conservação
dessas corredeiras, os canais.
Precisamos rever nossos conceitos, critérios, na hora de indicar nossos
representantes. A MAIORIA, É POLÍTICO TANAJURA,
SÓ APARECE DEPOIS DA CHUVA e, pra cavar um buraquinho pra morar.A faxina que é necessária ser feita na casa dos alagados, deveria ser feita na casa dos vereadores (câmara municipal) isto em se tratando de município; na casa dos deputados e senadores, respectivamente sua casa, de acordo com o raciocínio lógico em questão. Isto também serve para o Planalto Central. Agora, no sentido absoluto de “faxina“, estes aproveitadores, papagaios de piratas das tragédias, oportunistas de ocasião, deveriam ser entisnados nas lentes dos holofotes. Ora, reles mortais, juntos somos fortes. Conheçamos as suas pretensões e as atitudes costumeiras, junto a isso, as bandeiras que estes levantam, e, com afinco, com determinação, barremo-los. Afinal, somos Brasileiros e, nunca desistimos.
Zé Salvador
Poeta e cordelista,
São Gonçalo 24-03-2016.
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