quinta-feira, 24 de março de 2016

TRAGÉDIAS ANUNCIADAS,



 

                        São Gonçalo,  não serias tu, cidade que  gosto e escolhi para viver, que iria ficar fora das tragédias anunciadas. Ainda que no outono, tragédias dos verões  intrépidos e flageladores, que forçosamente nos acostumamos a ver. Teus rios assoreados, com as chuvas fortes, obviamente transbordam e, nós os reles mortais sofremos com a rebeldia aquosa.  E não é privilegio teu São Gongolo. As enchentes, (tragédias anunciadas), todo ano nos pegam e nos chicoteiam: Araruama, Cabo Frio, Duque de Caxias, Itaboraí, Maricá, Niterói, Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, o Rio de Janeiro Capital, enfim, o Estado. Estes os que me vieram à luz da mente nesse instante. O que mais nos aterroriza, além da perda total dos bens matérias, são as vítimas fatais. Vide á morte de um idoso, no bairro Sacramento.  Pasmem:  morreu afogado dentro de casa, não conseguiu fugir, (Isto no temporal de ontem). Soma se a isto, os deslizamentos das encostas  em todo o Estado, quando da ocorrência das fortes chuvas.  
                       Tornaram-se comuns as imagens, na televisão, de pessoas, por necessidade de sobrevivência, navegando em barcos, surfando e até esquiando nos becos e ruas. Necessitamos de uma faxina para desassorearem os rios. Também precisamos de uma política pública de conservação  dessas corredeiras, os canais. Precisamos rever nossos conceitos, critérios, na hora de indicar nossos representantes.   A MAIORIA, É POLÍTICO TANAJURA, SÓ APARECE  DEPOIS DA CHUVA  e, pra cavar um buraquinho pra morar.
                       A faxina que é necessária ser feita na casa dos alagados,  deveria ser feita na casa dos vereadores (câmara municipal) isto em se tratando de município; na casa dos deputados e senadores,  respectivamente  sua casa, de acordo com o raciocínio lógico em questão. Isto também serve para o Planalto Central.  Agora, no sentido absoluto de “faxina“,  estes aproveitadores,  papagaios de piratas das tragédias, oportunistas de ocasião, deveriam ser entisnados  nas lentes dos holofotes.  Ora, reles mortais, juntos somos fortes. Conheçamos as suas pretensões e as atitudes costumeiras, junto a isso, as bandeiras que estes levantam, e, com afinco, com determinação, barremo-los.  Afinal,  somos Brasileiros e, nunca desistimos.
Zé Salvador
Poeta e cordelista,
São Gonçalo 24-03-2016.

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