É exequível o manuseio e uso (em qualquer idioma ou
regionalismo) de uma roupagem autoral, para a feitura do eu lírico, sem
prejuízo ás regras, servindo de indumentária ao foneticismo. A metrificação é só
um suporte cadenciador que ajuda ao artista a dar melifluidade rítmica ao
sentimento que lhe sai das profundezas da alma.
Nos nossos tempos, não é um subterfúgio, menos ainda uma
obrigatoriedade estática, porém, é mais uma ferramenta enriquecedora quando nos
pede a inspiração. Pode o artista (poeta) substantivar o sentimento do eu belo,
sem recorrer á métrica, utilizando outras opções (como o verso branco) sem ser prosaico,
de onde há de vir – é o que é esperado – um lindo poema.Não obstante, há que se policiar para não cair no desaguadouro do eu comum.
Zé Salvador.
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