INTUITIVO
*
Poeta, vate e Aedo,
Se olharmos para o que faz,
O sentimento ele traz
Sem mistério ou com segredo,
Geralmente faz sem medo;
Canta o amor e o sofrer.
Escancara no doer,
Ele arcoirisa o dia
Dando cor à poesia
Transforma o nosso viver!
.
Poeta é simplesmente
Ver cores onde não tem,
Mas olhe, me escute bem:
É dizer que também mente;
Mas sentir mesmo, não sente,
Exagera as suas dores,
Botando fragrância em flores.
É chamar toda a atenção
Pra quem deu seu coração
Fingindo morrer de amores!
.
Mas poeta que é poeta
Fala também do real
De tudo que é natural
Da vida que é incorreta
A sua verve é completa.
Fala do íntimo que aflora
Do ontem, do amanhã, do agora,
De boas e más intenções
De heróis e de vilões,
Qual seja o campo ele explora.
.
Também o poeta fala
Do que nos bota pra cima
Melhorando sempre o clima,
Quando diz que o amor resvala.
Mas tem hora que se cala,
Quando ver que é necessário;
Prefere o silêncio vário,
Guarda a palavra que serve
Mantendo ali sua verve
Qual joia num relicário!
.
Por fim o poeta fala
De tudo que escuta e ver,
Se não pode demover
Pulverizando resvala,
Pois nunca o poeta cala.
Se o calar for necessário
Faz do seu silêncio, vário;
Intervalo, faz espera,
E logo ele reverbera
Abrindo seu relicário!
Zé
INTUITIVO
*
Poeta, vate e Aedo,
Se olharmos para o que faz,
O sentimento ele traz
Sem mistério ou com segredo,
Geralmente faz sem medo;
Canta o amor e o sofrer.
Escancara no doer,
Ele arcoirisa o dia
Dando cor à poesia
Transforma o nosso viver!
.
Poeta é simplesmente
Ver cores onde não tem,
Mas olhe, me escute bem:
É dizer que também mente;
Mas sentir mesmo, não sente,
Exagera as suas dores,
Botando fragrância em flores.
É chamar toda a atenção
Pra quem deu seu coração
Fingindo morrer de amores!
.
Mas poeta que é poeta
Fala também do real
De tudo que é natural
Da vida que é incorreta
A sua verve é completa.
Fala do íntimo que aflora
Do ontem, do amanhã, do agora,
De boas e más intenções
De heróis e de vilões,
Qual seja o campo ele explora.
.
Também o poeta fala
Do que nos bota pra cima
Melhorando sempre o clima,
Quando diz que o amor resvala.
Mas tem hora que se cala,
Quando ver que é necessário;
Prefere o silêncio vário,
Guarda a palavra que serve
Mantendo ali sua verve
Qual joia num relicário!
.
Por fim o poeta fala
De tudo que escuta e ver,
Se não pode demover
Pulverizando resvala,
Pois nunca o poeta cala.
Se o calar for necessário
Faz do seu silêncio, vário;
Intervalo, faz espera,
E logo ele reverbera
Abrindo seu relicário!
Zé Salvador.

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