sexta-feira, 21 de junho de 2024


         



INTUITIVO

*

Poeta, vate e Aedo,

Se olharmos para o que faz,

O sentimento ele traz

Sem mistério ou com segredo,

Geralmente faz sem medo;

Canta o amor e o sofrer.

Escancara no doer,

Ele arcoirisa o dia

Dando cor à poesia

Transforma o nosso viver!

.

Poeta é simplesmente

Ver cores onde não tem,

Mas olhe, me escute bem:

É dizer que também mente;

Mas sentir mesmo, não sente,

Exagera as suas dores,

Botando fragrância em flores.

É chamar toda a atenção

Pra quem deu seu coração

Fingindo morrer de amores!

 .

Mas poeta que é poeta

Fala também do real

De tudo que é natural

Da vida que é incorreta

A sua verve é completa.

Fala do íntimo que aflora

Do ontem, do amanhã, do agora,

De boas e más intenções

De heróis e de vilões,

Qual seja o campo ele explora.

 .

Também o poeta fala

Do que nos bota pra cima

Melhorando sempre o clima,

Quando diz que o amor resvala.

Mas tem hora que se cala,

Quando ver que é necessário;

Prefere o silêncio vário,

Guarda a palavra que serve

Mantendo ali sua verve

Qual joia num relicário!

.

Por fim o poeta fala

De tudo que escuta e ver,

Se não pode demover

Pulverizando resvala,

Pois nunca o poeta cala.

Se o calar for necessário

Faz do seu silêncio, vário;

Intervalo, faz espera,

E logo ele reverbera

Abrindo seu relicário!

Zé 






INTUITIVO

*

Poeta, vate e Aedo,

Se olharmos para o que faz,

O sentimento ele traz

Sem mistério ou com segredo,

Geralmente faz sem medo;

Canta o amor e o sofrer.

Escancara no doer,

Ele arcoirisa o dia

Dando cor à poesia

Transforma o nosso viver!

.

Poeta é simplesmente

Ver cores onde não tem,

Mas olhe, me escute bem:

É dizer que também mente;

Mas sentir mesmo, não sente,

Exagera as suas dores,

Botando fragrância em flores.

É chamar toda a atenção

Pra quem deu seu coração

Fingindo morrer de amores!

 .

Mas poeta que é poeta

Fala também do real

De tudo que é natural

Da vida que é incorreta

A sua verve é completa.

Fala do íntimo que aflora

Do ontem, do amanhã, do agora,

De boas e más intenções

De heróis e de vilões,

Qual seja o campo ele explora.

 .

Também o poeta fala

Do que nos bota pra cima

Melhorando sempre o clima,

Quando diz que o amor resvala.

Mas tem hora que se cala,

Quando ver que é necessário;

Prefere o silêncio vário,

Guarda a palavra que serve

Mantendo ali sua verve

Qual joia num relicário!

.

Por fim o poeta fala

De tudo que escuta e ver,

Se não pode demover

Pulverizando resvala,

Pois nunca o poeta cala.

Se o calar for necessário

Faz do seu silêncio, vário;

Intervalo, faz espera,

E logo ele reverbera

Abrindo seu relicário!

Zé Salvador.

 




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