sábado, 5 de março de 2016

Um soneto mais que vivo



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Céu azul de esperança em alvas plumas,
Os eflúvios serenos que derramas,...
Os sinto essências, mas pra mim são chamas,
As labaredas... Queimam-me algumas!


Oh natura, a beleza que proclamas,
Agracia-me de modos que avolumas
No meu peito, o farfalhar das escumas,
...E massageiam-me quão fossem flamas!

O ardor atemporal me traz ternura,
Que seja ainda esse amor, amor platônico.
Não guarda a cura sendo amor crônico!

Na criação o desejo se mistura
Com reciclagem de muitos sobejos
E perdigotos juntos a mil beijos!
Zé salvador.

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