sábado, 5 de março de 2016

estrofes de cordéis III

De tantos, que são mãos sujas,
Não é fácil de limpar;
Têm nelas cheiro de sangue,
Com jeito mau de lutar,
Que impregna o caminho, ...
O branco do colarinho,
E tudo em que encostar.

*
Um uivo sibila no ar
E surge um clarão na frente,
É a bala justiceira
Tão enjoada e insistente.
A justiça que ela faz
Usa a mão do capataz
Explorado e indecente!
*
Não é que seja inocente,
Mas ele é muito explorado
É quase nada o salário...
É povo o pobre coitado.
Não pode pegar na toga
Sem mérito ele se joga
E contra o outro é jogado!
Zé Salvador.

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