Pra purgar-me aos poucos, a emoção
Subjuga-me ao amor, que insiste em doer,
Vasculha cada canto do meu ser,
Espeta-me o indeciso coração!
Tua loucura febril, de opinião
Tão divergente, não pensa em ceder,
Maldades teu amor quer me fazer;
Dói-me em derredor da vida, à aflição!
Tão divergente, não pensa em ceder,
Maldades teu amor quer me fazer;
Dói-me em derredor da vida, à aflição!
Este amor que, me adorna com procelas,
Ao vitimário joga-me, é notório,
Recebo então um festejo de velório
Na mortuária lápide com velas,
E toda cera quente que cai delas
Impõe-me teu amor de purgatório!
Ao vitimário joga-me, é notório,
Recebo então um festejo de velório
Na mortuária lápide com velas,
E toda cera quente que cai delas
Impõe-me teu amor de purgatório!
Zé Salvador.
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