sexta-feira, 11 de março de 2016

A Paz Pede Passagem


A Paz Pede Passagem

 
Hoje perplexa, a paz pede passagem!
Abundante, a violência lhe atropela.
Com tinta sangue, que pinta aquarela,
Á grosso modo, não mostra boa imagem.

Muito menos, que tenha uma tutela,
Servindo como aval para a selvagem
De contundente e explicita abordagem,
Adornando pesada a sua lapela!

Mas, comedida e mansa, vem a paz,
Vestindo roupa branca, solta e leve,
Fazendo simplesmente o que se deve:

Vai abrindo alamedas de harmonia,
Onde passa feliz a cortesia,
Dizendo: -- o homem tem jeito e é capaz!
Zé Salvador.

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