Ávido pelo acertar, torno-me inoportuno.
Sob o crivo de criticas – afiados punhais –
Oh, cascavelescas línguas ferinas; peno
No rigor de opiniões dos inimigos.
Simplesmente, peno! Injustiça talvez!
Não tem lugar, o dia-a-dia, nessa rotina.
Quanto tempo batente? Já vai longe!...
Insônia! Noite extremamente longa, insônia!
Até a mania do transporte, parece perdida;
O relógio não é regido nas minhas horas.
O vento norte à luta, traz-me de volta.
Sou água de corredeira, que presa faz açude.
Tenho fibra; não estou a construir lamentos.
Desprezo a jactância, não me afino à força bruta.
Competitivo, não sei, se o homem ou o mundo,
Não quero perder o trem da minha história;
Tomo a caneta, com garra, vou escreve-la!
Se o destino atirou-me num quênia profundo,
Não supriu-me a força, nem tirou-me a fé!
Pois, o resgate, com um torçal de veludo, Deus fará!
Zé Salvador
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