domingo, 18 de novembro de 2012

Meu brasão




Sou chão batido e mourão do cercado,
Nos vazios do cavalo sou a espora,
Eu sou babugem que alimenta o gado,
No rio sou peixe, e, animal cá fora!

Sou Alphonsus Grillo Gaudêncio, sim!
Sou bem lá das bandas luras do Norte.
Cabras não me acham, nem verão o meu fim;
Morrerão antes sem ver minha morte!

Trago o brasão de uma família forte,
Tal qual mó, que bem tritura o trigo,
Pois, me foi sempre a labuta o suporte!

De onde vim, é longe, rixa não trago,
 Mas quando preciso brigar, eu brigo;
Também sou bom no meu fazer afago!

Alphonsus Grillo Gaudêncio

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