Sou chão batido e mourão do cercado,
Nos vazios do cavalo sou a espora,
Eu sou babugem que alimenta o gado,
No rio sou peixe, e, animal cá fora!
Sou Alphonsus Grillo Gaudêncio, sim!
Sou bem lá das bandas luras do Norte.
Cabras não me acham, nem verão o meu fim;
Morrerão antes sem ver minha morte!
Trago o brasão de uma família forte,
Tal qual mó, que bem tritura o trigo,
Pois, me foi sempre a labuta o suporte!
De onde vim, é longe, rixa não trago,
Mas quando preciso brigar, eu
brigo;
Também sou bom no meu fazer afago!
Alphonsus
Grillo Gaudêncio
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