sábado, 27 de agosto de 2016

Apenas um Risco mal riscado

O branco, um branco pálido,
da cal, risca sinuosamente
e marca o asfalto preto.

Desenho inteiriço.
Figura assimétrica;
calcinada.

Apagada, quase, apagada;
apagando-se.
O vrumm da roda veloz
faz poeira esvanecida.

Anos luz de espera.
Antes um pouco antes:
carreira veloz, fuga inútil,
estampido, queda brusca.

Caído de borco
um corpo arqueja.
Interminável espera;
não espera.

Corpo rijo
sibilo
sirenes
ambulância socorro inútil.

No chão fato fútil,
rabecão.
Risco apagando-se
no abrasivo chão.
Zé Salvador.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Foi Deus quem fez II


Deus fez o cosmos com astros e estrelas
Cá no chão Deus fez nossos ancestrais
Os bisavôs, avôs pais dos nossos pais,
A sequência ancestral, podemos vê-las
Na genética, que segue, a mantê-las
No sangue que não vai poder negar
Tem forma "imprial" e particular
Que se expande num campo irrestrito
"Tudo quanto deus fez ficou bonito
Não precisa ninguém remodelar!"
Zé Salvador.

Foi Deus quem fez


Deus fez o agreste e fez o pantanal,
Fez os prados, também fez as colinas,
As planuras que chamo de campinas,
As geleiras dos Andes, natural.
Fez o arrebol e a noite boreal,
Ao homem, fez dum jeito singular,
Cada feito tem forma regular;
Neste mundo tão grande e infinito,
Tudo quanto Deus fez ficou bonito,
Não precisa ninguém remodelar.
Zé salvador.